Colagem de amor

[Por Vanessa Bortulucce, Historiadora da Arte] "Façamos colagem de amor. Pegar pedaços de papeis bem pequenos, recortes de textos, frases soltas, um pouco daquela música, colar no rosto dele, construir o teu desejo, o teu, apenas o teu, que se dane o dele. Espalhar a mão dela, que já conhece bem aquelas artes, pelos quadris…

Sem destino, de Karina Dias

Conheci Eliana Natividade em 2009, fui seu professor no curso de jornalismo em São Paulo. Um dia, no final do ano letivo, ela me presenteou com um de seus romances, Aquele dia junto ao mar (Editora Malagueta), assinado com o pseudônimo Karina Dias. Foi a primeira obra de ficção LGBT que me caiu nas mãos. Li com…

Redes

É preciso falar, mas só o que desejam ouvir. É preciso escrever, apenas o que querem ler. É preciso pensar, desde que não desagrade, perturbe, desconforte. É preciso agir: no ritmo, na melodia e no arranjo tácito. É preciso amar, apenas segundo as regras do face. É preciso protestar, desde que a foto agrade. É…

Para sempre, mamãe!

Só tenho uma coisa a acrescentar: obrigado por existir, te amo muito! Para Sempre Por que Deus permite que as mães vão-se embora? Mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não apaga quando sopra o vento e chuva desaba, veludo escondido na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento. Morrer acontece…

Baudelaire, o albatroz

Li O albatroz, de Charles Baudelaire, pouco antes de ingressar no Departamento de Letras da USP, em 1988 (três anos depois acabei optando por História, mas as Letras jamais saíram de meu coração). Não sou poeta, mas ao reeditar meu primeiro romance, Quase Negros, para publicação futura em e-book, meus olhos se desviaram da tela do…