Miragem

Não é difícil reconhecer que somos ensinados desde a infância a querer sempre mais. E não apenas em relação a coisas materiais. Nossa cultura ensina que a felicidade se encontra no futuro e que para alcançá-la precisamos nos aperfeiçoar. Aprendemos isso em casa, na escola, com as pessoas com quem nos relacionamos: que não estamos … Continue lendo Miragem

Ensino e indústria

Em minha modesta opinião, aulas não deveriam ser dadas em série, uma após a outra até o esgotamento da energia de professores e alunos. Sei bem o que é isso: muito antes de começar a lecionar, trabalhei como operário na linha de montagem industrial. Nela eu não tinha tempo de pensar, refletir, imaginar ou criar. … Continue lendo Ensino e indústria

Resenha de meu romance “Quase negros”

Há dubiedade em mim. Sento na sala desfeita com baixa luminosidade e sinto o vento que sopra em meu rosto. Por um momento, paro de escrever e ouço o cachorro uivando na rua. O céu da cidade é muito iluminado. Tão bem iluminado e carregado de nuvens que, dentre os tons rosados da poluição, vê-se […] … Continue lendo Resenha de meu romance “Quase negros”

Diretrizes para o exercício consciente, mas antipático, da inteligência

Começo pelo antipático, pois é muito difícil ser simpático sendo inteligente. Então é pegar ou largar, e se valer a sugestão, largue e não exercite. É que um dos exercícios para refinar essa faculdade consiste em esgotar os pensamentos até que eles se revelem corretos ou incorretos. E isso só é possível pondo cada um … Continue lendo Diretrizes para o exercício consciente, mas antipático, da inteligência

Azuis, quase negros

Meu primeiro romance, Quase Negros, foi o vencedor do Prêmio Nascente, conferido pela Universidade de São Paulo e pela Editora Abril em 1999. Em sua terceira edição, a obra foi completamente revisada e editada, ganhando uma linguagem mais de acordo com meu estilo atual, mas sem perder suas características originais. O enredo gira em torno do … Continue lendo Azuis, quase negros