Entre o puteiro e o povo

Que cada um acredite no que quiser!

O dono do Bahamas parece acreditar no poder do meretrício e festejou a prisão de Lula humilhando uma mulher sob os aplausos de bêbados. Acreditar, neste caso, não é causa – trata-se de business. Aplaudir, idem.

oscar-maroni-festaFoto: Reprodução/ Túlio Vidal

O povo que tentou evitar a prisão do ex-presidente acredita em outra coisa: que não há nada de bonito em humilhar seja quem for. Neste caso não se trata de business – é uma causa.

Francisco-Proner-foto-de-Lula-1Foto: Francisco Proner

Todo historiador sabe que os acontecimentos deixam rastros e que o tempo se encarrega de criar narrativas sobre eles. A história resultante não é neutra: ela varia de acordo com o ângulo de visão de quem a escreverá; ângulo este criado pela sua posição na hora do acontecimento.

Neste caso, exemplar, os ângulos são dois: o puteiro ou o povo.

 

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