Meu melhor amigo é historiador.

Ele está comigo o tempo todo e, não tendo um juiz em quem eu possa confiar minhas angústias sobre o dia 24 de janeiro de 2018, fui obrigado a recorrer ao seu juízo – como, aliás, sempre faço quando desejo entender as coisas como elas são.

Ele me explicou uma porção de coisas com a paciência de quem vê no tempo um aliado. Sem pressa, enumerou exemplos, fez comparações, exumou liames que a memória preguiçosa costuma esquecer.

Por fim, sentenciou: “o tempo não para; os vencedores de hoje, os que impõem sua história como se fosse verdadeira, serão os derrotados de amanhã; no entanto, quando esse dia chegar, será tarde.”

Descobri então que meu amigo também está triste. Ele é incapaz de comemorar sobre os escombros do passado.

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