Tudo começou na capital gaúcha ou paulista, salvo engano.

Grupos zelosos da moral e dos bons costumes marcaram presença repudiando, com gestos e palavras de ordem, a exposição indiscriminada da falta de vergonha. Parece que foi nas proximidades do museu, do teatro, do ponto de ônibus, da estação de metrô. Mas pode ter sido também nas redes sociais, acolhedora que é do falso e do verdadeiro.

Não sei ao certo, mas é claro que o espaço, que não é questão menor, se amplia quando concordamos que o despudor se esparrama por todos os lados, pelas ruas e avenidas das grandes e pequenas cidades, assim como pelas reentrâncias das áreas rurais.

Quando as cortinas escuras da cegueira se abrem, o escândalo se oferece em corpo nu, na forma de homens, mulheres e crianças.

E os grupos zelosos da moral e dos bons costumes logo se exaltam, ao contrário dos indiferentes e dos hipócritas, que parecem não enxergar o escândalo representado por esses corpos que mal se sustentam em pé devido à miséria à qual nós, cidadãos de bem, consciente ou inconscientemente, os condenamos.

Não há escândalo maior do que esse, do qual somos todos cúmplices.

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