Não há nada de mais em ser pai, menos ainda em ser filho. A vida prolifera por todos os lados, é uma bênção. Não disse parabéns ao meu pai e agradeci meio sem jeito aos cumprimentos de amigos queridos, mas não pensem que eu seja ressentido.

Dentre meus inúmeros defeitos, o pior deles é sempre levar a ferro e fogo a melindrosa tarefa de esgotar os pensamentos. Sou chato, admito, e não raro tento impor a razão contra argumentos que considero frágeis. Meus amigos me suportam, os poucos.

Mas enfim, não vejo nada de mais em ser pai, nem muito menos em ser bom pai, que é no mínimo obrigação. Alimentar, cuidar, educar e dar carinho, repito, é obrigação, mesmo para quem não ama o suficiente. Para quem ama, como eu, os parabéns são desnecessários.

O ato de amar não carece de agradecimentos.

4 comentários em “Pais e filhos

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